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Parecer sobre a ETE

O DMAES Ponte Nova gostaria de dar parecer sobre questionamentos do legislativo sobre a construção da ETE. Este é um assunto que há anos vem gerando discussões e opiniões diversas. É evidente que sua construção é imprescindível para a população e que já estamos tratando disso com carinho.

Há cerca de dois anos o governo municipal assinou uma TAC autorizando o aumento da tarifa de água para que, desta forma, pudesse arrecadar verba para construção da ETE (Estação de tratamento de esgoto) e interceptores. Para quem não sabe, só a construção da estação não basta. É preciso fazer centros de coleta e tubulação para que leve os detritos diretamente para a estação. Infelizmente, só o dinheiro arrecadado com o aumento da tarifa não seria o bastante para conclusão de todo o projeto. O orçamento é de R$9 milhões para construção da estação, mais R$21 milhões para construção de interceptores e tubulação. Sendo assim, o governo da época tentou recursos do governo federal através do PAC, o que culminou no atraso para construção. Além do problema no financiamento, houve grande polêmica acerca do local escolhido – bairro Rasa. Moradores fizeram manifestação para a não confirmação do projeto naquele bairro.

No início deste ano, trabalhamos com inúmeras questões delicadas na cidade, uma delas é a falha no abastecimento para mais de 20% da população. Fizemos mais de 8 mil serviços até o presente momento, justamente para tentar conter problemas que levam o direito básico de água tratada ao morador. Diante de questões minuciosos como: dívida ativa, hidrômetros com mal funcionamento, redes de abastecimento com vazamentos constantes apresentando grande perda do volume de água, a nova gestão trabalha incessantemente para que esses direitos básicos sejam supridos, e o resultado é uma média de serviços nos 100 dias que nunca se viu antes na autarquia. A construção da ETE sempre foi muito importante, mas a nova administração acha justo cuidar de questões básicas como o abastecimento de água antes de qualquer outro projeto. Sem água tratada na residência, nada tem sentido!

O dinheiro que o DMAES tem em caixa atualmente não é suficiente para construção nem de 50% de toda a obra, e sob análise financeira, a nova gestão municipal constatou que não é vantajoso adquirir o financiamento do PAC, mas sim tentar fazer com recursos próprios. Desta forma, a diretoria busca verba com a Samarco através do movimento de indenização pela tragédia que atingiu a bacia do Rio Doce, para obter todo o montante e, assim, licitar para dar início às obras. Mas há ainda outra questão ainda mais delicada que não depende do DMAES: onde será feita a ETE? Como o local do bairro Rasa não foi aceito pela população, foi necessário estudo para adequação de outro lugar, preferencialmente, longe do perímetro urbano. O DMAES iniciou sua nova direção realizando este estudo através de processo minucioso, mas ainda aguarda autorização do ministério público.

Deixamos claro que nossa maior prioridade é o bem-estar da população. Garantimos que jamais mediremos esforços para fazer o que for possível para o avanço da cidade, e claro, com apoio de todos. A ETE é um sonho que está cada vez mais próximo, e certamente será realizado, como grande conquista popular.

Estamos à disposição.

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